quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

o por q de se calçar um cabrito.. O sentido de se calçar o cabrito "erezin" está ligado principalmente a infância do orixá ou seja, quando o orixá nasce ele faz o dandá que pode ser entendido como o gatinhar de uma criança, depois acrescenta-se os bichos de pena "orim" , para indicar que depois da infância andamos com dois pés, lembrando que todo ritual passa por uma simbologia da-se o cabrito porque o mesmo morre com a dignidade do homem, da-se o "adies" frangos para que ele se lembre de pisar com firmeza no chão sobre suas duas pernas, da-se a "etum" que tem duplo significado ,ou seja, o formato de pirámide do osu da cabeça da etum estabelece a relação entre o céu e a terra, já o sangue mostra-se de todos o mais forte, contrariando portanto, o que grita a propria etum ( tó fraco) , já o pombo "irilé" representa os desejos presos ao plano terreno e que se elevam até OLODUMARÊ.Desta forma se você contar quatro patas do cabrito (oju orí, apa osí , apa otum, os cantos da cabeça ) oito pés de frango, dois pés de etum, e dois do pombo você terá o total de 16 pés, a quantidade de ODUM principal , ou seja, os 16 ´caminhos no qual o ODUM KUM pode andar.
OS 10 MANDAMENTOS DE IFÁ 1º Mandamento Um sacerdote não deve enganar ao seu semelhante acenando com conhecimentos que não possui. E jamais dizer o que não sabe, ou seja, passar ensinamentos incorretos ou que não tenham sido transmitidos pelos seus mestres e mais velhos ou adquiridos de formas legítimas. É necessário o conhecimento verdadeiro para a prática da verdadeira religião. Significado: Quem abusa da confiança do próximo, enganando-o e manipulando-o através da ignorância religiosa, sofrerá graves conseqüências pelos seus atos. A natureza se incumbirá de cobrar os erros cometidos e isto se refletirá em sua descendência consangüínea e espiritual 2º Mandamento O sacerdote deve saber distinguir entre o ser profano e o ser sagrado, o ato profano e o ato sagrado, o objeto profano e o objeto sagrado. Significado: Não se pode realizar rituais sem que se tenha investidura e conhecimento básico para realizá-los. Chamar a todos, é considerar a todos, indiscriminadamente, como seres talhados para a missão sacerdotal, o que é uma inverdade ou, o que é pior, uma manipulação de interesses. Da mesma forma que nem todas as contas servem para formar-se o colar de uma divindade (como as contas sagradas), nem todos os seres humanos nasceram fadados para a prática sacerdotal. Para ser um sacerdote são necessários inúmeros atributos morais, intelectuais, procedimentais e vocacionais. A simples iniciação de um ser profano, desprovido destes atributos básicos e essenciais, não o habilita como um sacerdote legítimo e legitimado. Da má interpretação e inobservância deste mandamento resulta a grande quantidade de maus sacerdotes que proliferam hoje em dia dentro do Culto. Observa-se a diferença entre “ser sacerdote” e “estar sacerdote”. Aquele que se submete à iniciação visando tão somente o status de sacerdote, jamais será um verdadeiro sacerdote. Estará sacerdote, cargo adquirido pela iniciação, mas jamais será sacerdote, condição imposta por sua vocação, dedicação, espiritualidade e desprendimento. Caberá ao sacerdote iniciador do neófito consultar Fá, com muito critério, para apurar se aquele noviço será realmente digno do sacerdócio 3º Mandamento O sacerdote nunca deve desencaminhar as pessoas dando-lhes maus conselhos e orientações erradas. Mensagem: É inadmissível que um sacerdote se utilize do seu poder e do seu conhecimento religioso para, em proveito próprio, induzir ao erro aqueles que o cercam. Ao agirem desta forma, assumem a postura das aves noturnas que, nas trevas, saciam suas necessidades com o sacrifício e o suor alheio. Dar maus conselhos e orientações erradas é expor as pessoas aos perigos de energias maléficas e sem controle. Uma das mais importantes funções do sacerdote é orientar seu discípulo, conduzindo-o ao caminho correto, ao encontro da felicidade, de acordo com os ditames estabelecidos por seu destino pessoal e de seus ancestrais protetores. Quem chega aos pés de Òrúnmìlá para consultar seu oráculo em busca de soluções, deve ser orientado pelo sacerdote corretamente, independente do interesse deste como olhador. A pessoa que chega com um problema deve ter seu problema solucionado e não vê-lo acrescentado de outros criados artificialmente com o fito de proporcionar a quem a consulta, vantagens financeiras ou possibilidade de conquistas e abusos sexuais. 4º Mandamento Tudo deve ser feito de acordo com os ditames e os preceitos religiosos. A simples troca de uma simples folha pode ocasionar conseqüências maléficas ou tornar sem efeito um grande ritual da mesma forma que as folhas do Labá (Arágbà para os Nàgó) não são iguais às folhas de Ahoho (Akókò para os Nàgó). Interpretação: O sacerdote não pode, em nenhuma condição, utilizar-se de falsos recursos, fornecendo coisas sem validade religiosa como elementos de segurança ou de culto. Os procedimentos litúrgicos devem ser observados integralmente e a ninguém cabe o direito de fazer “isto” por “aquilo” quando em “aquilo” é que está a solução. Aquele que utiliza de meios escusos e enganosos contra seus semelhantes, será culpado do crime de abuso de confiança. Aquele que usa de artifícios e mentiras contra as pessoas inocentes e de bom coração provoca o descontentamento de Òrúnmìlá e a conseqüente ira de Legbà. Cada ser espiritual possui um nome individual, de acordo com a determinação de Yàvóvòdún. Da mesma forma, cada Legbà possui nome e identidade própria, assim como atributos específicos. É inadmissível, portanto, que este mediador tão sagrado e importante dentro do culto, seja assentado e entregue de maneira irresponsável, e que aqueles que a recebem permaneçam ignorantes do seu nome, qualidade, forma de tratamento e especificidade de função. “Òrúnmìlá é aquele que nos olha com amor, não façamos por onde o mesmo possa nos olhar com desprezo”. 5º Mandamento O saber é fundamental para quem quer fazer. Para tanto, é necessário o poder, que só o conhecimento pode outorgar. Interpretação: Um sacerdote não pode proceder a liturgias para as quais não seja habilitado através do processo iniciático ou cuja prática desconheça ou domine apenas parcialmente. Um sacerdote não deve ostentar uma sabedoria que na verdade não possua. Procurar saber não avilta, mas, pelo contrário, exalta o ser humano. O saber é condição básica para que se possa fazer. E todo ritual deve ser feito integralmente e com legitimidade total. Se houver dúvidas sobre algum procedimento, deve-se pesquisar profundamente sobre ele. Cabe ao sacerdote ensinar tudo o que sabe àqueles que o cercam e que nele confiam. A sonegação de ensinamentos corretos e completos implica na responsabilidade da prática de suicídio cultural. Da mesma forma, buscar orientação em quem sabe nada tem de humilhante e enaltece tanto àquele que busca como ao que fornece a orientação. A verdadeira sabedoria consiste na consciência da própria ignorância. Não existe ser neste mundo que saiba tudo! “Deus não deu ao ignorante o direito de aprender sem antes tomar de quem sabe a obrigação de ensinar” Humildade e desprendimento são atributos indispensáveis de um verdadeiro sacerdote. Interpretação: Um sacerdote não deve ser vaidoso de seus poderes, mas consciente deles. E não deve agir somente visando o próprio benefício, existe para servir e não para ser servido. A vaidade transforma o homem fraco de espírito num pavão que faz questão de exibir sua bela plumagem sem a consciência de que é a sua beleza que, despertando a atenção de terceiros, irá provocar a sua morte. Num Fádù (caminho de Ifá) encontramos narrativas que falam do exibicionismo do pavão que, ostentando a beleza de sua plumagem, atrai para si a atenção de todos que, depois de sacrificá-lo, transformam suas penas em belos leques e adornos. O verdadeiro sacerdote, o eleito pela divindade, não se preocupa em exibir seu poder nem o seu saber em disputas vãs e inconseqüentes. Acumula em si uma grande carga de sabedoria que transmite com dedicação a quem merece saber. O exibicionismo é um dos maiores defeitos num ser humano e inadmissível a um sacerdote. Já dizia o velho jargão: “Num burro carregado de açúcar, até o suor é doce”. É assim que, aos olhos do sábio, parecem os exibicionistas: “burros carregando açúcar”. 7º Mandamento As boas intenções devem prevalecer acima de tudo. A casa das divindades é o templo onde a iniciação é obtida. Interpretação: A iniciação não pode ser motivada por interesses que não sejam puramente religiosos. As verdadeiras intenções do iniciando devem ser cristalinas como a água pura. E desprovidas de qualquer outro objetivo que não seja servir à humanidade. Querer iniciar-se no culto por simples vaidade, para obter status social ou ostentar títulos sacerdotais é profanar o sagrado. Aquele que profana o sagrado tabernáculo das divindades, movido por qual for o motivo, pagará com duras penas o sacrilégio praticado. O conhecimento corresponde às responsabilidades que nem todos estão preparados para assumir. O conceito mais amplo simboliza a atitude de um predador que esconde suas garras procurando adquirir a confiança de sua vítima para ter base de agir no momento mais propício aos seus objetivos. A mesma responsabilidade assume aquele que inicia pessoas que não possuam os requisitos básicos exigidos para tal, visando aí, a simples vantagem financeira. É muito melhor errar por não saber do que saber e persistir no erro. 8° Mandamento A pena chamada Akpenin (ekodidé para o povo Nàgó) é um dos símbolos mais sagrados dentro do culto e, por este motivo, jamais deverá ser aviltada. Significado: Os sagrados fundamentos não podem ser usados com objetivos vãos. Os tabus devem ser integralmente observados sob pena de severas conseqüências. O sacerdote deve submeter-se de bom grado às interdições impostas por seu Fádù ou Odù pessoal, assim como aos tabus de sua divindade protetora. A observância destes ditames está diretamente ligada ao estado de submissão às divindades cultuadas. A obediência total às orientações de Fá conduz o homem à plenitude das bênçãos. Utilizar-se dos sagrados conhecimentos de forma leviana corresponde a profanar o sagrado. Não se deve utilizar o conhecimento para prejudicar a quem quer que seja. A prática do mal, invariavelmente, apresenta resultados mais rápidos, mas conduz a caminhos tortuosos que não têm volta. Da mesma forma, aquele que se utiliza deste conhecimento visando unicamente auferir vantagens econômicas, está em desacordo com os sagrados ditames e será responsabilizado por isto. “Tornar vil um símbolo de iniciação como o Akpenin” é o mesmo que usar coisas sagradas com objetivos condenáveis e fúteis. 9° Mandamento A sujeira e a falta de higiene são incompatíveis com o rito. Significado Os Elementos sagrados, indispensáveis ao ritual, hão de ser sempre muito puros e limpos. Da mesma forma, tudo deve ser limpo, os instrumentos, os ambientes, os assentamentos e principalmente, as atitudes. É inaceitável a falta de limpeza e de higiene em qualquer aspecto, quer seja físico, ambiental ou moral. O sacerdote deve ser escrupuloso com tudo. Seus instrumentos litúrgicos, os altares das divindades cultuadas, seus trajes e seu corpo. Tudo aquilo que antecede a um rito e que a ele faça referência, deve ser realizado com limpeza e religiosidade. Da mesma forma que o ritual deve ser cercado de cuidados de limpeza, a confecção das comidas e oferendas deve seguir os mesmos princípios. Preparar as comidas ritualísticas é também um rito e deve ser realizado em total circunspeção e concentração religiosa. Durante a preparação das ofertas e comidas ritualísticas a atitude de quem dela participa deve ser a mesma de quem participa do ritual em si. É inadmissível que, neste momento sagrado, as pessoas estejam consumindo bebidas alcoólicas, falando coisas vulgares, discutindo, brigando ou tentando exibir seus conhecimentos, humilhando a quem sabe menos. A postura será sempre sacerdotal, o silêncio e a concentração devem ser mantidos e, ensinar a quem não sabe ou a quem sabe menos, é uma obrigação sagrada. 10° Mandamento Não se deve retirar a bengala de um cego. (A bengala de um cego substitui seus olhos e indica os obstáculos que se interpõem em seu caminho). Significado: O sacerdote não pode prevalecer-se de sua carga de conhecimento para humilhar ou confundir a ninguém. O sacerdote há de ter o mais profundo respeito pelos que sabem menos. Ninguém tem o direito de descaracterizar o que os outros sabem e acreditam. Abalar a fé de quem sabe pouco ou nada sabe, é retirar a bengala de um cego, deixando-o sem qualquer orientação nas trevas em que caminha. Uma das mais importantes missões do sacerdote é ensinar e orientar. Muitas vezes surgem pessoas que nada sabem e julgam saber. É neste momento que o sábio aflora no sacerdote e a orientação correta e o ensinamento certo são passados, com doçura, sutileza e humildade, sem melindrar a quem os recebe e sem provocar confusões em sua cabeça. Tudo deve ser ensinado com clareza e lógica. O Sacerdote, no exercício de seu sacerdócio, assume também a missão de mestre rmanecer, sempre, impecavelmente limpos. Nenhum Vòdún admite a sujeira, seja ela física ou moral.
A INCORPORAÇÃO A incorporação vem se tornando ao longo do tempo um assunto que ninguém aborda, muitas vezes por medo de falar a verdade, por medo de ferir aos outros e na grande maioria das vezes medo de saber que a verdade vai contra aquilo que vem praticando há anos. Para um médium ter uma boa incorporação é necessário que a energia do Òrísà ou entidade tome o corpo do médium em 80%, sendo assim ainda sobrariam 20% que fica responsável pelos órgãos vitais do ser humano, ou seja, a respiração, a visão, a audição e os movimentos, que são utilizados pela energia conduzida. Em uma incorporação que fica 50% a energia conduzida (Òrísà ou Entidade) e 50% a energia condutora (Médium) é notório que esse médium não está tendo uma boa incorporação. É aonde entra a interferência do médium, falando aquilo que acha correto ou aquilo que tem vontade de falar e por alguém motivo não fala. É fato que ninguém se incorpora totalmente com Òrísà, já que seria impossível, pois não há ser humano que seja puro o suficiente para que um Òrísà use seu corpo. A energia do Òrísà depositada no corpo de um médium não é a total energia de um Òrísà. Um filho de Iyemonjá tem forças para segurar as águas do mar? Um filho de Òsún tem força para segurar as águas do rio? Um filho de Iyansà tem força para segurar um vendaval? A resposta para todas as perguntas é não, então uma incorporação com 100% da energia do Òrísà seria como um filho de Iyansà segurar o vendaval. Cada médium recebe a quantidade de energia que seu corpo suporta para preencher os 80% que ficam disponíveis para o Òrísà. Existem regras básicas para que um médium tenha uma boa incorporação. Uma pessoa que vestirá seu Òrísà em uma festa domingo, sem sombra de dúvidas deve ter um preparo. Se essa pessoa sai no sábado, vai para uma boate, bebe a noite toda, tem relações sexuais, e chega em casa às 15:00hrs para vestir o Òrísà às 18:00hrs, fica notório que essa pessoa não receberá nem a metade da energia que deveria receber. Porém se essa mesma pessoa ficasse em casa, repousando, essa pessoa receberia a energia que necessita. Há outro fator na incorporação que é importante ressaltar, que é a força da energia recebida. A energia perde força conforme o tempo, um sirè dura geralmente em torno de 6 horas, dentro dessas 6 horas o Òrísà de uma pessoa que ainda é Iyawò, passará várias vezes, é claro que quando esse Òrísà passar pela última vez no sirè já não será mais com a mesma força que passou da primeira vez, isso ocorre devido ao corpo físico da energia condutora ou médium ficar cansado, com a fraqueza do corpo do médium a energia do Òrísà também vai perdendo força. Quando uma pessoa está virada com Òrísà, as pessoas afirmam que a mesma não pode sentir dores ou necessidade de água, que é uma verdadeira ignorância. Camuflado por baixo da energia está um ser humano que necessita de água, as dores de fato ficam mais neutralizadas, isso acontece já que os sinais vitais do médium estão em apena 20%. Em uma festa de Esú muitos incorporam visando a bebida que tem para beber, esses médiuns após 20 minutos de festa, quando já beberam no mínimo 3 copos de champanhe, cachaça ou qualquer outra bebida a força da entidade já cai, justamente pelo fato do médium estar visando somente a bebida, a partir de então o médium passa a influenciar a entidade, até que a entidade vai se afastando cada vez mais, porém o médium que só visa a bebida permanece dizendo que está incorporado, aonde fala coisas que magoam pessoas, e perde ainda mais a credibilidade aos olhos das pessoas. É uma covardia do médium que utiliza uma entidade para falar aquilo que lhe convém. Entidades essas muitas que muitas vezes vem a Terra com o propósito de fazer o bem, de prestar uma caridade e ajudar aqueles que necessitam. Para uma boa incorporação basta a boa vontade e a concentração do médium. mt axé a todos os irmãos em religiosidade.
O por q do mariwo no portão de uma casa Existiu um menino que perdeu seus pais cedo e ele saiu ao mundo para ser um pequeno lavrador,ele tinha um dom de plantar até em terras sem vida.Um dia ele chegou em uma fazenda e pediu ao dono que se podia ali plantar e no final da colheita ele dividiaria os lucros e o fazendeiro aceitou...porem quando chegou a colheita o fazendeiro vendo que era uma rapaz novo e sem ninguem por ele resolveu ficar com tudo e mandou seus capatazes expulsa-lo dali..e assim o menino perdeu sua parte.Chegando a outra fazenda a história se respetiu...chegando a outra a mesma coisa e assim foi até sua velhice...um dia cansado de sofrer perdas e humilhações ele partiu para dentro de uma floresta para morrer em paz,sem eira e sem beira...e ao anoitecer cansado de andar avistou uma casa de sape bem simples e nela bateu a porta e foi atendido por um outro velho que lhe indagou o que fazia ali e ele pacientemente explicou tudo e o dono da casa mandou que ele entrasse e repousasse dando lhe alimento...conversaram e foram dormir.Na manhã seguinte disse o dono da casa,vou lhe fazer rico e o velho desiludido desconfiou mas nada disse.Saia agora e me traga um cachorro,um inhame,uma cabaça de vinho de palma e várias folhas de palmeira iji ope e o velhote como sempre obediente saiu e foi procurar o que lhe haviam pedido.Logo a frente ele achou o cachorro,o inhame e a cabaça cheia de vinho e pensou:estou com sorte!Mas andava,andava e andava e não encontrava a folha do dendezeiro e apos andar muito avistou um grande gramado e um grande dendezeiro,amarrou o cão ao seu tronco e nela subiu se machucando e sangrando e tirou várias folhas e desfiou para que ficassem mais bonitas ao se preparar para ir embora eis que chega um homem de ferro com um grande facão(Ogun) e lhe chama de ladrão,pois roubara as folhas de sua árvore e o velho tremendo explica desde sua infancia até aquele momento e pede que não o mate porque ele não era mau e nem ladrão e Ogun ouviu tudo atentamente e rápido o velho disse: Vou assar este cahorro e esse inhame para o sr comer,tem aqui vinho para o sr beber e vou enfeita-lo com este mariwo desfiado meu grande senhor e Ogun achou interessante a bondade e humildade do velho e contente recebeu toda aquelas coisas....e apos tudo disse lhe Ogun:Velho tome estes mariwo e onde lhe atenderem bem peça aos donos das casa se vc pode pendura-los no portão não deixe de fazer isso e vá,vc está livre!E o velho partiu para rumo ignorado e algum tempo depois ele chegou em uma cidade muito rica e poderosa e com fome e sede bateu em uma porta para pedir comida e lhe deram com carinho e ele em agradecimento pendurou ali o mariwo e em outras casas lhe trataram mau e nada fez e assim era...um dia estando dormido em local proximo a cidade(no mato) foi acordado com dois guerreiros que queriam mata-lo,mas um dels disse:Não antes vamos leva-lo ao nosso general e o arrastaram até omde se encontrava o general e ao chegarem na praça central da cidade era Ogun que ali estava e ao ve-lo dise:Larguem este velho ele é meu amigo e o velho tremeu.Disse Ogun:Velho vc me fez vencer esta cidade onde me camuflei com mariwo que vc inventou e foi fácil entrar nela sem ser visto por isso eu a destruir toda!Mas o velho correu os olhos ao redor e viu que muitas casas estavam de pé e disse meu senhor feito de ferro,ainda há casas de pé e respondeu Ogun eu sei,onde eu vi o mariwo pendurado sabia que ali eram pessoas do bem.......e nada fiz contra quem ali morava porque sei que lhe trataram bem...tome estas riquezas e seja Rei nesta cidade e a governe com as pessoas de bem e viva rico e feliz.E Ogun partiu deixando um rei muito rico e poderoso para tras e foi para outras cidades vence-las!Onde Ogun passa com seu Exercito e ve o mariwo logo diz:Aí mora gente do bem,vamos embora!E nesta casa nada acontece..
áfrica A palavra África deriva de AVRINGA ou AFRI, nome da tribo Berbere que na antiguidade habitava o Norte do continente. Os berberes são descendentes dos antigos Númidas que habitavam a região chamada Numídia, entre o país de Cartago e actual Mauritânia, conquistada pelos romanos ao rei Jugurta, cuja capital era a cidade de Cirta, hoje Constantina, na Argélia. O nome África começou a ser usado pelos romanos a partir da conquista da cidade de Cartago para designar províncias a Noroeste do Mar Mediterrâneo africano, onde hoje situam-se a Tunísia e a Argélia. Recorda-se que Cartago foi uma das famosas cidades de antiguidade da África. Foi fundada no séc. VII a. C. pelos Fenícios, sob a direcção da Princesa Tiriana Dido ou Elisa, filha de Muto, rei de Tiro, (actual cidade de Sur no Líbano) que após a morte do seu marido Siqueu, fugiu para a África e fundou a cidade de Cartago numa península, perto da qual se encontra hoje a cidade de Túnis, capital da Tunísia. Em pouco tempo, Cartago tornou-se capital de uma poderosa república marítima, substituindo-se a cidade de Tiro no Ocidente. Criou colônias na Sicília e na actual Espanha. Enviou navegadores ao Atlântico Norte. Entretanto, as colônias cartagineses na Sicília suscitaram vistas ambiciosas dos romanos que cultivaram uma ferrenha rivalidade que culminou com as 3 guerras chamadas Púnicas.
O que é o Candomblé? É um complexo religioso formado, basicamente, por tres etnias. Os Banto, os Jeji, os Nago. A configuração da estrutura religiosa do Candomblé respeita a risca a estrutura das etnias citadas, ou seja: Um Deus criador; Um panteão de Deuses menores; Culto ancestral; Culto ao individuo; Oraculo; Medicina; Acredito que aí está a primeira grande semelhança entre o povo do Candomblé. Uma vez definida as semelhanças entre as tres etinias matrizes, consequentemente podemos nos considerar "parentes" no que tange a amalgama denominada Candonble. Após identificar o que nos une, entramos em nossa pertença e la começamos a nos localizar do ponto de vista do dito purismo, entendendo que ser puro esta relacionado a vc conheçer a estrutura matriz que deu origem a sua linhagem, em meu caso o Seja Hunde. Assim, falando dos Jeji e, eu como membro dessa etinia, devo saber que existem "sub-etinias", a saber: Os Mahi, Podaba, Modubi, etc. Notem que tal informação é muito importante, pois, apesar de Jeji, logo cultuadores de Vodun, as sub-etnias citadas tem muitas semelhanças pelo motivo maior ja citados, ou seja, ser cultuador de Vodun. Porem, a forma com a qual os Mahi estruturaram seu culto é diferente da forma que o Podaba, por exemplo. Assim com base no exposto até o momento posso resumidamente afirmar: Sou Candomblecista, Jeji e Mahi. Notaram que aí começo a me localizar dentro de minha etnia? Notaram tambem que esta estruturação por si me impediria de apontar como errado certas questões de outra Sub-etnias? Apartir deste ponto, entramos em territórios senssiveis, por exemplo, desinencia, genealogia, etc e isso é assunto interno e só diz respeito a nossas respectivas pertenças (etnia). Como se diz popularmente: "roupa lavamos em casa!" Acrescento a lista no inicio do texto a culinaria citando como exemplos alimentos pra la de universalistas, como por exemplo: Quiabo, Farinha, Obí; Inhame; entre outros. Desta forma a lista passaria a ser: Um Deus criador; Um panteão de Deuses menores; Culto ancestral; Culto ao individuo; Oraculo; CULINÁRIA; Medicina;
FAZER O SANTO ERRADO:MITO OU REALIDADE ?? É muito comum ouvirmos de algumas pessoas, na minha mais humilde opinião, o impropério de que tiveram seu “santo” feito errado. Como tal fato pode vir a ocorrer se antes da iniciação (feitura) inúmeros procedimentos são realizados? Como: o jogo de búzios (onde o Orixá reponde), o bori, o bolonan, as matanças, entre outros que não precisam ser citados aqui. Além disso, no dia da saída, um outro zelador, geralmente de fora da casa, é chamado para tirar o nome do Orixá recém-nascido e o apresenta para a comunidade do ilêou kue e etc.... Quando isso acontece, todos os rodantes da casa viram nos seus Orixás e os não iniciados bolam. Independente a todos esses procedimentos que são realizados até a apresentação do Orixá a comunidade do ilê, ainda temos zeladores que insistem em afirmar que o santo de fulano foi feito errado. Algumas pessoas passam por certas dificuldades mundanas (desemprego, frustrações amorosas e financeiras) e não hesitam em dizer: Foi porque fiz o “santo” errado. Pior, se submetem ao julgo do zelador, e novamente lá estão elas fazendo o "santo" de novo. Algumas ainda yawos, outras já ebomis. O que se faz com o Orixá nascido, seu fundamento, seu otá, seu assentamento, o nome que ele deu? Tudo isso deixa de existir? Gostaria de ler os “posts” dos demais membros, pois aprendi que santo feito não se desfaz. É possível desfazer um "santo" para fazer outro? Onde estava o verdadeiro Orixá/vodun que não respondeu na hora devida. E o zelador que fez o "santo" errado? Devemos processá-lo por dano moral e material? Afinal, fazer "santo" hoje não é pra quem tem "santo" ou quem quer, mas sim pra quem pode. Conto com a colaboração de todos na elucidação de mais um questionamento, pois hoje é muito comum as pessoas estarem escolhendo qual Orixá/vodun elas querem raspar. Com dinheiro tudo pode? Será mesmo verdade? Será que o dinheiro é mesmo capaz de comprar cargos em determinadas casas de candomblé e mesmo o Orixá a ser raspado e sua qualidade? Axé!