sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

DESUNIÃO NO CANDOMBLÉ Desde que me conheço por gente que sempre soube que o candomblé e uma guerra sem fim. por otários que se intitula serem os bons deixando a soberba e muitas as vezes os olhos grande falar mais alto. Frases iguais a essa até hoje existem,(NO MEU AXÉ TEM SANTO DE VERDADE TEM AXE DE VERDADE TEM FUNDAMENTOS DE VERDADE ,FULANO FEZ SANTO E SAIU COM OS OLHOS ABERTOS,NA FESTA DE FULANO NEM CERVEJA TINHA,O AXE E MUITO MATIM MATIM) ora bolas !falar de mais e o ponto cheio da maioria e nem sabem que a disputa ja vem de longa data da era das primeiras casas de axé. o povo esqueceu de serem humildes esqueceram de que o orixá e mais do que qualquer valor financeiro. O orixa não abre a boca pra cobrar ninguém é nem muito menos extorquir quem quer que seja. A inveja do proxímo e tão absurda que leva muitos a queimarem a casa um dos outros pondo o nome do proxímo na lama .Fazendo do candomblé uma guerra inconstante de idiotas e de milhares de zé povinho. Tem santo quem tem dinheiro...sera? hoje em dia o candomblé esta tão defasado que o luxo a arrogânçia a ganançia e a ostentação imperam dentro das casas de axé. É em muitas as vezes o orixa que É bom está pra lá da Africa ou melhor pra la de Baguidá, hojé em dia podemos assistir orixas de ekê (mentira) pegarem birras com sacerdotes outros voarem nos oponentes se passando por orixá para pegar o outro na porrada . Orixá de mentira tirar satisfação de vida pessoal fala no telefone mexe em computador tem whatsap manda recados de ameaças e muitas outras coisas . E da idade que estou nunca ouvir dizer que orixá que e orixa vem pra dar porrada contra qualquer que seja ou ate mesmo se interferir em vida pessoal de quem quer que seja. O candomblé e a religião mais desunida que se tem. se a galera não perder o rompante e baixar mais o nariz ,sendo mais humilde daqui a alguns anos o candomblé só existira nos livros. Ser de orixá não e ser soberbo , não e ter riquezas nem muito menos ser melhor do que ninguém.ser de orixa e gostar de ajudar o proxímo e de Amar o que faz de coração. Educar seus yaos é um bom começo, porque simplesmente a tropa de yaos mau feitos e sem educaçõ e arrogantes e o que mais se tem por ai NÃO FALO SOMENTE DE YAOS MAIS DE TODOS POIS EXISTE CARGOS QUERENDO SER ORIXÁ VAMOSTER RESPEITO AO PROXIMO Q JÁ E UM BOM COMEÇO . Outra coisa não existe nação melhor do que a outra , nenhuma nação e pura até mesmo porque o candomble e uma religiao Brasileira com parametros africanos . O candomblé e uma mistura de raizes de povos escravizados que tiveram a humildade de se juntarem para não deixar os orixás , voduns e inkisses morrem no esquecimento. por tanto galera!!! humildade É respeito ao proxímo. Ninguem nasce sabendo ninguém sabe tudo, ninguem e melhor do que ninguém,não existe nação melhor do que a outra. O candomblé e apenas uma cartilha que não tem fim. KPEJIGAN VANDERLEI DE ODÉ
ORIXA VODUNS e N´KISSE E A HOMOSSEXUALIDADE Fiz o santo e começei a ter atração por pessoas do mesmo sexo !!!! acontece? mentira !!! Nesse caminho e o que mais acontece, até mesmo pelo candomblé ser a religião que apoia o povo gls. Mais deveremos sempre separar a vida pessoal daquilo que for sagrado. O sagrado não inpulsiona a cabeça de ninguém para se assumir gay ou ser prostituta. se a pessoa entra no candomble com proposito de mais tarde dizer que fez logun ede e de uma hora pra outra começou a sentir atrações por homens , O que tenho a dizer que isso e mentira, orixa nenhum não ira fazer ninguem virar gay ,prostituta ,matador, A desculpa sempre foi essa, Você sempre teve vontade de se soltar e nunca teve coragem. dai e mais facil dizer que a culpa foi do orixa porque depois que fiz santo me deu vontade de se assumir. outra coisa a pessoa faz oya e cai na prostituição. Háaa foi depois quando fiz santo fiquei nun fogo tão grande que entrei pra vida ganhar muito dinheiro. pelo que eu entendo nunca ouvi dizer em nenhum itan que oya fosse mulher de vida facil. Que todos que fazem a orixa viram mulheres da vida, ou seja tudo e uma questão da gente querer, é simplesmente uma escolha da gente, não tendo orixa nenhum a haver com as nossas escolhas, pois ate então orixa nenhum tem prazer !. É como dizer que o sujeito fez ogum xoroque e se tornou um assassino.fez exu e virou um cachaçeiro. entrar na religião pra fazer santo e camufla o que se é e muito desonesto porque depois la na frente irá se desviar é irá colocar culpa em orixas , Ou dizer que pai ou mãe de santo virou folhinha debaixo da decisá ,(um termo bastante conhecido) para justificar seus desejos carnais. Orixa não ira lhe transformar para que você assuma sua homosexualidade .ela simplesmente nasce com todos,uns com mais forças e outros embutidos e outros enrustidos. Então seje honesto a você e quando ir se iniciar não por culpa no sagrado. se acaso depois você se assumir . É dizer que realmente você sempre foi você. é que o seu orixa vodum ou n´kissi só lhe deram forças para a sua nova vida .
BOLONAN BOLAR NO ORIXÁ Bolar é o mesmo que perder a consciência. É quando a energia de um Orixá passa perto de uma pessoa que não está preparada para receber tamanha carga, sendo assim está pessoa cai desfalecida, esse fenômeno é chamado de BOLAR NO ORIXÁ. Na verdade, O ato de Bolar é uma declaração pública de que aquele determinado Orixá quer a iniciação da pessoa, uma forma de chamar a atenção. Mas vale lembrar, que quando está bolado no Orixá não quer dizer que a pessoa esteja manifestada no Orixá, na verdade alí e o adormecimento dos sentidos corporais, mas Orí está acordado. VERDADE QUE A PESSOA QUE BOLA NO ORIXÁ TEM QUE FAZER SANTO? Não, fazer santo é uma escolha pessoal, sua! Orixá manifesta a vontade de querer uma iniciação, mas não obriga ninguém a se iniciar. Quando a pessoa é acordada deste estado, lhe é contado o que aconteceu e dali pra frente as decisões a serem tomadas partem dela, iniciar ou não! Orixá não obriga ninguém a nada. Essa história de que se bolar tem que sair raspada do barracão é historinha, pois o Orixa entende que a pessoa tem que ajustar a vida aqui fora pra entrar em Roncó, não é apenas largar tudo e passar 21 dias de obrigação e sair de lá com a vida bagunçada. O QUE É BOLONÃ? Bolonã é um ritual, que ainda reside em muitas casas, que é simplesmente provocar alguém a bolar. serve para confirmar se alguém é ou não rodante e também o orixá dela. Ritual feito com um canticos e ebos específico de bolonã para cada Orixa, onde a pessoa que vai se iniciar passa... (Não posso falar mais kkkk) Pessoas de cargo do terreiro cantam, gritam, saúdam o orixá e a pessoa desfalece (BOLA) na hora que o cantigo se refere a divindade da pessoa. São 21 Cantigas. Bolonan ou Bolar, é a uma das primeiras manifestações de um Orixá ou Òrìsà em pessoa, podendo acontecer geralmente de forma bruta e sem qualquer tipo de previsão ou apontamento para o fato. Normalmente é um fato (Bolar com santo ou orixá) que acontece durante uma festa de Orixá, não se restringindo a só a acontecer nas casa de santo, podendo a acontecer a qualquer lugar, a qualquer momento na vida de uma pessoa. As vezes é comum ao se cantar para um determinado Orixá; a pessoa é vítima de tremores e sobressaltos, caindo no chão inconsciente aparentemente desmaiada. Este momento é visto como um apelo ou um pedido do Orixá à iniciação. Bolar vem de embolar, e é uma formar alterada do yorubá Bólóna (Bó, cair + lóna(n), no caminho). SE EU BOLAR TEREI DE RASPAR ? Bolonan ou Bolar com Orixá ou santo Isso irá depender do Orixá juntamente com o pai de santo (babalorixá ou Yalorixá) que irão decidir junto a um jogo de búzios ou outro método adivinhatório. No Candomblé é comum o Jogo de búzios "Meridilogun" Nesses casos, a dirigente a cobre com um pano branco (se estiver presente algum sacerdote)e ela é carregada para o interior da Casa. Lá é desvirada (acordada ou despertada) e comunicada do acontecimento. Se desejar, já permanecerá para a iniciação já para os preparamentos de uma feitura de orixá ou feitura da cabeça. Na maioria das vezes, volta para casa, ficando o assunto para ser decidido mais tarde. Se permanecer no terreiro, será na qualidade de Abíyán, uma aspirante (recém introduzida dentro do culto ou aquele que não iniciado como Elegun "feito de Orixá").
ASSIM NASCE UM ORIXA EM NÓS Se iniciar na magia do orixá é possibilitar através de rituais próprios que o lado divino da criatura transpareça; é libertar o Deus Interior que existe em cada ser humano, permitindo-lhe vir a tona e provocar impulso irresistível capaz de conduzir a individualidade à realização pessoal, estabelecendo dessa maneira a mais perfeita comunhão possível com o Universo, coma Natureza, com o Criador, enfim, com a própria Vida, em seu pulsar infinito. Corpo físico, mente e alma são ritualisticamente preparados para componentes da manifestação divina. Condições propícias são estabelecidas para que a memória ancestral possa florescer nos recessos do inconsciente, produzindo muitas vezes o transe, em suas mais variadas formas e também variados graus. "Fazer santo" é nascer de novo, renascer como indivíduo mais forte, completo, potencialmente seguro, com melhores condições para, ao abandonar medos, traumas ou bloqueios, lançar-se inteiro na busca da realização pessoal. Conhecer a si mesmo: pressuposto básico para a realização pessoal em todos os níveis. Desde sua origem o ser humano anseia pelo encontro com o Infinito. Essa busca incansável frequentemente provoca verdadeiras batalhas que são travadas no interior do indivíduo, acompanhadas por sentimentos de angústia, ansiedade, inconformismo ou até mesmo desespero frente ao desconhecido ou ao irremediável: as fatalidades e incertezas do amanhã, o ciclo da vida, a morte. Todo esse processo destina-se a criação de ambiente propício ao tão sonhado encontro. A história da humanidade espelha essa incansável busca de respostas aos enigmas da vida: Quem sou eu? De onde venho? Para onde vou? A felicidade é perseguida por todos, sendo muitas vezes um desejo alimentado pela incerteza: "Quero ser feliz, mas não sei bem o que é felicidade". E o ser humano continua a colocar a própria felicidade longe de si mesmo, em circunstâncias exteriores: dinheiro, posição, poder, fama, ou na dependência de outras pessoas: "Se ele – ou ela – me amar, serei feliz". Há milhares de anos, o nativo do continente africano já tinha os mesmos anseios: conhecer seu Deus, os mistérios do Universo, a origem da Vida. Olodumárè (o Criador), em sua Graça e Poder infinitos, permitiu-lhes conhecer a sabedoria do IFA (a revelação): a Criação do Universo e dos seres humanos, os princípios que regulam as relações entre Ilú Aiyé (a Terra) o Orún (mundo espiritual) e o conhecimento dos Òrìsa, divindades partícipes da Criação e intermediárias entre Deus (Olodumárè) e os homens. Desenvolveram-se rituais iniciáticos para os mistérios dos Òrìsà, como forma de realizar o sagrado em si mesmo, ou seja, permitir que o Deus Interior, na figura de um ancestral divino, desperte em cada indivíduo e estabeleça a ponte com o Cosmos, tão necessária à realização pessoal, tornando-o assim capaz de fazer escolhas mais acertadas e consequentes em relação à vida e aos semelhantes, na construção da própria felicidade. A compreensão clara de que destino é possibilidade e não fatalidade é a base dessa realização. O conhecimento das forças que regem o Universo e a Vida nas suas mais variadas formas e meios de manifestação, bem como dos princípios que regulam essa interação é o caminho da Iniciação. O momento do chamado é diferente para cada pessoa.. Para alguns, uma doença difícil de ser curada: outros, as dificuldades do próprio caminho; outros ainda, buscam fugir às religiões tradicionais por concluírem que muitas delas estão tão voltadas para o dia a dia dos homens e seus interesses imediatos que acabam fugindo à sua real finalidade: promover o encontro do ser com a Divindade, ampará-lo em suas dificuldades espirituais e consequentemente, também as materiais. Alguns ainda são provenientes de outras religiões ou filosofias espiritualistas; finalmente, existem aqueles que simplesmente são tocados pelo Òrìsà, nos recessos da própria alma. Muitos são descendentes de africanos, mas não é regra. Na África o culto está realmente ligado às famílias, mas no Brasil, principalmente a miscigenação, trouxe para toda a população a denominação afro-descendente. A iniciação (feitura) propriamente dita acontece num período de reclusão que varia de sete a dezessete dias (embora alguns lugares adotem 21). Essa reclusão (recolhimento) ocorre nos Templos Religiosos conhecidos como Casas de Candomblé, em aposentos próprios para tal finalidade. Esse período é comparável a gestação na barriga da mãe; nesse aspecto, o aposento sagrado representa o ventre da própria mãe natureza. O neófito aprende os mistérios básicos das divindades e da Criação; os costumes da comunidade e os princípios que regulam as relações da família religiosa (hierarquia sacerdotal); as formas adequadas de comportamento nas cerimônias públicas e restritas. Conhecimentos acerca de seu próprio Òrìsà lhe são ministrados: a maneira adequada de cultuá-lo, suas proibições (ewò), as virtudes que deverão ser cultivadas e os vícios que deverão ser evitados para atrair influências benéficas e uma relação harmoniosa com a divindade pessoal. Quando um espírito vai encarnar, são consultados os futuros pais, durante o sono, quanto à concordância em gerar um filho, obedecendo-se à lei do livre arbítrio. Tendo os mesmos concordado, começa o trabalho de plasmar a forma que esse espírito usará no veículo físico. Esta tarefa é entregue aos poderosos Espíritos da Natureza, sendo que um deles assume a responsabilidade dessa tarefa, fornecendo a essa forma as energias necessárias para que o feto se desenvolva, para que haja vida. A partir desse processo, o novo ser encarnado estará ligado diretamente àquela vibração original. Assim surge o ELEDÁ desse novo ser encarnado, que é a força energética primária e atuante do nascimento. Nesse período, os Elementais trabalham incessantemente, cada um na sua respectiva área, partindo do embrião até formar todas as camadas materiais do corpo humano, que são moldadas até nascer o novo ser com o seu duplo etérico e corpo denso. Após o nascimento, essa força energética vai promovendo o domínio gradativo da consciência da alma e da força do espírito sobre a forma material até que seja adquirida sua personalidade por meio da Lei do livre Arbítrio. A partir daí essa energia passa a atuar de forma mais discreta, obedecendo a esta Lei, sustentando-lhe, contudo, a forma e energia material pela contínua manutenção e transformação, no sentido de manter-lhe a existência. Acreditamos que ao nascer, trazemos conosco o orixá ory, que é formado pelo “eu”, mais as experiências adquiridas durante sua vida, esse ory determina tudo dentro do orixá, dizemos “ory bom, orixá bom”, porque é ele que vai permitir a entrada de qualquer energia para positivar esse ory. Um exemplo: uma pessoa que está com stress ou está muito ansiosa, o Bory vai trazer uma energia positiva, assim alterando o estado dessa pessoa, para calma e menos ansiosa. Não adianta dar nenhuma obrigação a sua cabeça, sem que antes seja feito o bory, pois ele prepara para receber a obrigação plenamente. E como? O Bory é um ritual, onde são colocados elementos que trazem símbolos e elementos com energia boa, como a fruta, que tem o significado de fartura ou até mesmo o ebò (canjica branca), que significa paz, e assim por diante. São entoados cânticos ao orixá ory, que contam como ory é importante na formação de uma pessoa. São cantadas também cantigas a Yemanjá, considerada dona de todos os orys e Oxalá, o pai de todos orixás e senhor da paz. “A sensação, depois do bory, eu posso descrever, é como se você tivesse carregando um peso nas costas durante um dia inteiro e quando chega a noite e você tira esse peso das costas e o que acontece? Você sente vontade de descasar, sente um alivio” Muitas pessoas sentem isso, e algumas sentem um sono muito grande. O uso de uma palavra que significa “dono da cabeça” (ORI-XÁ) mostra a relação existente entre o mundo e o indivíduo, entre o ambiente e os seres que nele habitam. Nossos corpos têm, em sua constituição, todos os elementos naturais em diferentes proporções. Além dos espíritos amigos que se empenham em nossa vigilância e auxílio morais, contamos com um espírito da natureza, um Orixá pessoal que cuida do equilíbrio energético, físico e emocional de nossos corpos físicos. Nós, seres espirituais manifestando-se em corpos físicos, somos influenciados pela ação dessas energias desde o momento do nascimento. Quando nossa personalidade (a personagem desta existência) começa a ser definida, uma das energias elementais predomina – e é a que vai definir, de alguma forma, nosso "arquétipo". Ao Regente dessa energia predominante, definida no nosso nascimento, denominamos de nosso Orixá pessoal, "Chefe de Cabeça", "Pai ou Mãe de Cabeça", ou o nome esotérico "ELEDÁ". A forma como nosso corpo reage às diversas situações durante esta encarnação, tanto física quanto emocionalmente, está ligada ao “arquétipo”, ou à personalidade e características emocionais que conhecemos através das lendas africanas sobre os Orixás. orixá pessoal é uma manifestação de dentro para fora, do Eu de cada um ligado ao orixá divinizado.
O PÉ DE DANÇA ? Porque ensinamos o Orixá a dançar? Ele ja não devia saber? Existe muita confusão sobre este assunto, as pessoas chegam a duvidar dos Orixas que não possuem pé de Dança. Entendam o que é realmente Pé de Dança! Um bom exemplo é Lufan. Vocês acham que lufan não tem força para ficar em pé? Que ele é fraco e debilitado? Lufan só se encurva para respeitar nosso modo de cultua-lo. Ele sabe que a nossa tradição brasileira diz que ele é velho e lento, e então ele se comporta assim por respeito. Entendam também que se algum Lufan ficar com a coluna ereta, logo vem o Zelador ou uma Ekedy que sussurra para que ele se curve, pois Lufan deve ser representado assim. Na Africa não existe isso. Cada Orixá vem da sua própria maneira, o Orixá é quem escolhe como agir. Lá Xangô pula e grita, aqui o fazemos dançar em passos ritmados. Muitas danças que temos no candomblé não são totalmente africanas, e sim inventadas no Brasil. O que traduz realmente o sentido do pé de dança é fazer o Orixá Yoruba se ajustar ao candomblé Brasileiro. Oxum na africa dança livremente. Aqui nos dizemos a ela que dance Ijexa, e somente Ijexa. O que impede que Oxum dance um Opanijé? nós. Nós a muitos anos ditamos as regras aos Orixás. Na africa o Orixa abre os olhos e fala. Aqui nos fazemos eles se calarem e cerrarem os olhos. Os Orixás são tão humildes que aceitam nossos costumes. Mas nós não devíamos ficar "formatando" os Orixás em padrões. Aqui no Brasil Oya tem que gritar ilá. Mas e a pergunta: e se Oya não quiser gritar? Se ela não fizer, o Zelador irá até ela e dirá "toda Oya grita no ilá, então a senhora também deve gritar". E ela humildemente gritará para atender as tradições da nossa terra. E assim continuamos coreografando nossos Deuses. Isso parece errado, não é? Mas o que realmente é errado, é que quando vemos um Orixá que não é padronizado, xoxamos. Vi uma incorporação de Yemonja em um vídeo gravado na Nigéria, onde ela rodopiava e gritava, e depois corria pela aldeia. Se alguma Yemonja se comportar assim aqui, nós certamente diremos "É EKÊ, É EGUN"! Julgamos sem saber. Orixá é natureza, e a natureza não é constante e sim livre. Mas no Brasil passamos a exigir que os espíritos da natureza se tornem bailarinos treinados. Ògún TEM que cortar o ar. Oyá TEM que por as mãos na cintura. Obá TEM que cobrir a orelha. Os Orixás TEM que "virar" no Alujá. Os Orixás são tão superiores que atendem a esta nova cultura chamada Candomblé sem queixar-se

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

O POR Q DO CULTO A ORIXÁ SER CHAMADO DE CANDOMBLÉ Em 1830, algumas mulheres negras originárias de Ketu, na Nigéria, e pertencentes a irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte, reuniram-se para estabelecer uma forma de culto que preservasse as tradições africanas aqui, no Brasil. Segundo documentos históricos da época, esta reunião aconteceu na antiga Ladeira do Bercô; hoje, Rua Visconde de Itaparica, próximo a Igreja da Barroquinha na cidade de São Salvador - Estado da Bahia. Desta reunião, que era formada por várias mulheres, conforme relatei anteriormente, uma mulher ajudada por Baba-Asiká, um ilustre africano da época, se destacou: - Íyànàssó Kalá ou Oká, cujo o òrúnkó no orixá era Íyàmagbó-Olódùmarè. Mas, o motivo principal desta reunião era estabelecer um culto africanista no Brasil, pois viram essas mulheres, que se alguma coisa não fosse feita aos seus irmãos negros e descendentes, nada teriam para preservar o "culto de orixá", já que os negros que aqui chegavam eram batizados na Igreja Católica e obrigados a praticarem assim a religião católica. Porém, como praticar um culto de origem tribal, em uma terra distante de sua ìyá ìlú àiyé èmí, ou a mãe pátria terra da vida, como era chamada a África, pelos antigos africanos? Primeiro, tentaram fazer uma fusão de várias mitologias, dogmas e liturgias africanas. Este culto, no Brasil, teria que ser similar ao culto praticado na África, em que o principal quesito para se ingressar em seus mistérios seria a iniciação. Enquanto na África a iniciação é feita muitas vezes em plena floresta, no Brasil foi estabelecida uma mini-África, ou seja, a casa de culto teria todos os orixás africanos juntos. Ao contrário da África, onde cada orixá está ligado a uma aldeia, ou cidade por exemplo: Xangô em Oyó, Oxum em Ijexá e Ijebu e assim por diante. Mas, por que esse culto foi denominado de CANDOMBLÉ? Este culto da forma como é aqui praticado e chamado de Candomblé, não existe na África. O que existe lá é o que chamo de culto à orixá, ou seja, cada região africana cultua um orixá e só inicia elegun ou pessoa daquele orixá. Portanto, a palavra Candomblé foi uma forma de denominar as reuniões feitas pelos escravos, para cultuar seus deuses, porque também era comum chamar de Candomblé toda festa ou reunião de negros no Brasil. Por esse motivo, antigos Babalorixás e Yalorixás evitavam chamar o "culto dos orixás" de Candomblé. Eles não queriam com isso serem confundidos com estas festas. Mas, com o passar do tempo a palavra Candomblé foi aceita e passou a definir um conjunto de cultos vindo de diversas regiões africanas. A palavra Candomblé possui 2 (dois) significados entre os pesquisadores: Candomblé seria uma modificação fonética de “Candonbé”, um tipo de atabaque usado pelos negros de Angola; ou ainda, viria de “Candonbidé”, que quer dizer “ato de louvar, pedir por alguém ou por alguma coisa”. Candomblé da Nação Ketu Candomblé da Nação Jeje Candomblé da Nação Angola Candomblé da Nação Congo Candomblé da Nação Muxicongo A palavra “Nação” entra aí não para definir uma nação política, pois Nação Jeje não existia em termos políticos. O que é chamado de Nação Jeje é o Candomblé formado pelos povos vindos da região do Dahomé e formado pelos povos mahin. Os grupos que falavam a língua yorubá entre eles os de Oyó, Abeokuta, Ijexá, Ebá e Benin vieram constituir uma forma de culto denominada de Candomblé da Nação Ketu. Ketu era uma cidade igual as demais, mas no Brasil passou a designar o culto de Candomblé da Nação Ketu ou Alaketu. Esses yorubás, quando guerriaram com os povos Jejes e perderam a batalha, se tornaram escravos desses povos, sendo posteriormente vendidos ao Brasil. Quando os yorubás chegaram naquela região sofridos e maltratados, foram chamados pelos fons de ànagô, que quer dizer na língua fon “piolhentos, sujos” entre outras coisas. A palavra com o tempo se modificou e ficou nàgó e passou a ser aceita pelos povos yorubás no Brasil, para definir as suas origens e uma forma de culto. Na verdade, não existe nenhuma nação política denominada nàgó. No Brasil, a palavra nàgó passou a denominar os Candomblés também de Xamba da região norte, mais conhecido como Xangô do Nordeste. Os Candomblés da Bahia e do Rio de Janeiro passaram a ser chamados de Nação Ketu com raízes yorubás. Porém, existem variações de Nações, por exemplo, Candomblé da Nação Efan e Candomblé da Nação Ijexá. Efan é uma cidade da região de Ilexá próxima a Osobô e ao rio Oxum. Ijexá não é uma nação política. Ijexá é o nome dado às pessoas que nascem ou vivem na região de Ilexá. O que caracteriza a Nação Ijexá no Brasil é a posição que desfruta Oxum como a rainha dessa nação. Da mesma forma como existe uma variação no Ketu, há também no Jeje, como por exemplo, Jeje Mahin. Mahin era uma tribo que existia próximo à cidade de Ketu. Os Candomblés da Nação Angola e Congo foram desenvolvidos no Brasil com a chegada desses africanos vindos de Angola e Congo. A partir de Maria Néném e depois os Candomblés de Mansu Bunduquemqué do falecido Bernardino Bate-folha e Bam Dan Guaíne muitas formas surgiram seguindo tradições de cidades como Casanje, Munjolo, Cabinda, Muxicongo e outras. Nesse estudo sobre Nações de Candomblé, poderia relatar sobre outras formas de Candomblé, como por exemplo, Nàgó-vodun que é uma fusão de costumes yorubás e Jeje, e o Alaketu de sua atual dirigente Olga de Alaketu. O Alaketu não é uma nação específica, mas sim uma Nação yorubá com a origem na mesma região de Ketu, cuja sua história no Brasil soma-se mais de 350 (trezentos e cinquenta) anos ao tempo dos ancestrais da casa: Otampé, Ojaró e Odé Akobí. A verdade é que o culto nigeriano de orixá, chamado de Candomblé no Brasil, foi organizado por mulheres para mulheres. Antigamente, nas primeiras casas de Candomblé, os homens não entravam na roda de dança para os orixás. Mesmo os que tornavam-se Babalorixás tinham uma conduta diferente quanto a roda de dança. Desta forma, a participação dos homens era puramente circunstancial. Daí ter-se que se inserir no culto vários cargos para homens, como por exemplo, os cargos de ogans. Hoje, a palavra Candomblé define no Brasil o que chamamos de culto afro-brasileiro, ou seja: “UMA CULTURA AFRICANA EM SOLO BRASILEIRO”.
DEUSES DA RIQUEZA Na cultura daometana, encontramos como Deuses da Riqueza, um casal de gêmeos que foram enviados a terra por Mavu e Lissa, para que ajudassem à humanidade. Os gêmeos Da Zodji e Nyohwe Ananu foram os primeiros Voduns a nascerem e após chegarem a terra, deram origem a uma linhagem de Voduns ricos e guerreiros. Cabem a esses Voduns guerreiros, ajudarem a todas as pessoas que recorrerem a Da Zodje e a Nyohwe Ananu, a chegarem até eles, isso é caso algum caminho ou energia do solicitante estiver atrapalhando o intercâmbio entre ele e os Deuses da Riqueza, esses Voduns mostram os ebós que deverão ser feitos para que ele alcance os Deuses gêmeos. Quando chegaram a Terra, Da Zodji e Nyohwe Ananu habitaram o mar, onde acharam as maiores riquezas da Terra. Nyohwe Ananu, muito feminina, encantou-se com as conchas e os caramujos que encontrou e ficava extasiada ao ouvir o som do mar dentro dos caramujos. Seu irmão mandou que trouxessem todos os caramujos e conchas para o palácio deles para agradar Nyohwe Ananu. De tanto Nyohwe insistir para que Da Zodji ouvisse o som dos caramujos esse atendeu seu apelo e também se encantou. Daí por diante, os dois passavam todo o tempo ouvindo esse som e não mais prestavam atenção aos pedidos das pessoas. Incomodados com essas atitudes dos Deuses gêmeos, seus descendentes resolveram consultar um bakono. O bakono consultou Fá e esse mandou que todos pegassem um caramujo para si e que quando quisessem falar com os Deuses da riqueza, falassem dentro do casco do caramujo, pois somente assim Da Zodji e Nyohwe Ananu os ouviriam. Os descendentes obedeceram a Fá e passaram a falar com os Deuses dentro dos caramujos e, alguns deles, começaram a colecionar caramujos por acreditarem que quanto mais caramujos tivessem, mais poderiam conversar com eles. Esse procedimento causou um pouco de confusão na vida dos Deuses da Riqueza, pois, quando as pessoas falavam com Da Zodji a irmã também ouvia e vice-versa. Então, eles estabeleceram o seguinte: “Que cada um tivesse em seu poder dois caramujos”. “Um deveria ficar deitado e nesse, os pedidos à Nyohwe deveriam ser feitos e o outro caramujo deveria ficar em pé e nesse, os pedidos à Da Zodji deveriam ser feitos”. Deram também a opção de usarem os caramujos de uma maneira só e se comunicarem apenas com um dos Deuses.